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O tempo decorre como uma espiral.

Espirais. Círculos e ciclos. O tempo decorre como uma espiral. Roda, anda, segue e avança. Os minutos, as horas e os ritmos da vida parecem repetir-se. Nunca nada é igual. Há um início mas o fim ainda não está visível.

quarta-feira, 30 de março de 2022

 


                                                                                                                             George Frederick Watts, c.1689

Orfeu e Eurídice

Grande herói da Trácia, Orfeu era conhecido não pelas suas qualidades de guerreiro, mas pelas suas qualidades musicais. Filho de Apolo e da musa Calíope, recebeu do pai uma lira como presente e aprendeu a tocar com tanta dedicação e beleza, que ninguém conseguia ficar indiferente ao encanto da sua música.

Orfeu amava apaixonadamente a Ninfa Eurídice. No dia do casamento de ambos, esteve presente Himeneu para abençoar a união, mas o fumo da sua tocha fez lacrimejar os noivos, o que não trouxe augúrios favoráveis. Pouco tempo depois, Eurídice passeava com as ninfas, quando foi surpreendida pelo pastor Aristeu, que, ao vê-la, se apaixonou perdidamente e tentou conquistá-la. Na sua fuga, Eurídice pisou uma cobra e morreu da mordedura que esta lhe fez no pé.
Orfeu, inconsolável, tocou e cantou aos homens e aos deuses, mas nada conseguiu. Decidiu, então, descer ao reino dos mortos para conseguir recuperar Eurídice. Perante o trono de Hades e Perséfone, Orfeu cantou o seu desgosto e o seu amor dizendo que, se não lhe devolvessem Eurídice, ele próprio ficaria ali com ela, no reino dos mortos. Todos os fantasmas que o ouviam choravam e Hades e Perséfone ficaram tão comovidos que lhe devolveram Eurídice. Mas com uma condição: Orfeu poderia levar Eurídice, mas não poderia olhá-la antes de terem alcançado o mundo superior. Caminhando na frente, Orfeu, que estava quase a chegar aos portões de Hades, com receio de ter sido enganado, virou-se para trás para confirmar se Eurídice o seguia. Esta, com os olhos cheios de lágrimas, foi levada para o mundo dos mortos, por uma força irreversível. Orfeu tentou alcançá-la, mas sem êxito.

 

quinta-feira, 21 de outubro de 2021

 

                           

           Como podemos nós medir o tempo ? Será que é possível?   






Os humanos pensaram ter conseguido domesticar o tempo dividindo-o em segundos, minutos, horas, dias, meses, anos. Acreditaram serem capazes de o medir com relógios da mais sofisticada precisão. Ingenuamente espartilharam-no em sessenta segundos que correspondem a um minuto, sessenta minutos a uma hora e assim sucessivamente.
Engano, o tempo é indomável. A minha infância e juventude levaram não anos, mas séculos a passar. A partir de certa altura o tempo começou a andar a uma velocidade bastante considerável, mas possível de agarrar. Agora o tempo passa a correr e os dias em vez de terem vinte e quatro horas começaram a esgotar-se rapidamente sem que eu consiga fazer tudo o que tinha planeado.
Todos sabem por experiência própria, que há alturas em que um minuto anda à velocidade de caracol, desesperando quem deseja que ele termine. Há horas, dias, semanas, meses que andam tão depressa que passam por nós como a areia da praia que tentamos agarrar numa mão em concha.
Os astronautas sabem bem, que no espaço o tempo não pode ser medido da mesma maneira,  como a que é feita aqui na terra. Há um relógio atómico que funciona baseado em uma propriedade do átomo, sendo o padrão a frequência de oscilação da sua energia. O Tempo Universal Coordenado (TUC) é determinado com base nas medições da rotação da terra. Nós e todos os outros seres vivos temos dentro um relógio biológico. Há um comportamento cíclico de processos biológicos. O ciclo metabólico diário envolve o ciclo de sono e vigília assim como outras funções que se repetem diariamente mais ou menos no mesmo horário. Pensou-se que esse horário era determinado pela luz que os nossos olhos e células captam, mas chegou-se à conclusão de que os cegos também sentem o mesmo que as pessoas que veem quando por exemplo fazem uma longa viagem de avião.




terça-feira, 12 de outubro de 2021

 


gravura a água forte 1974


No dia 25 de Abril de 1974 estava em Paris. Naquela manhã como era costume apanhei o comboio e fui até à estação de St. Lazare onde apanhei o metro para o Atelier 17. Assim que lá cheguei uns colegas disseram-me que tinha havido uma revolução em Portugal. Fiquei logo aflita pois os meus dois filhos e a minha mãe que tinham estado em França connosco, tinham ido para Lisboa uns dias antes. Fui a correr telefonar para o meu marido que estava a trabalhar numa empresa de engenharia em La Defense. Ele também tinha acabado de saber. Ficamos preocupados até conseguir falar para Lisboa pois temíamos que houvesse violência e que eles corressem perigo.

Nos dias que se seguiram andámos ansiosos por notícias. Vivíamos na outra margem do rio Sena em frente do bosque de Bolonha. Tínhamos na altura um Volkswagen carocha e era no rádio do carro que conseguíamos sintonizar a rádio portuguesa especialmente de noite e a meio da ponte sobre o rio.

Recentemente numa noite do dia 25 de Abril ouvi com prazer e muita saudade as músicas apresentadas no programa da RTP 1. Todas as músicas e poemas apresentados no programa mexeram comigo. Parecia que estava a reencontrar velhos amigos com quem não estava há muito tempo.

Fiquei com saudades do espírito que nos guiava nos anos que se seguiram à revolução dos cravos. Mais do que saudades daquele tempo tive saudades de mim. Eu e grande parte dos jovens da minha geração tínhamos grandes ideais, o sonho de ajudar a construir um mundo melhor e mais justo.

texto EMS

 

- 19 -
-  8 - 
- 3 -



Nasci no dia 19 de Agosto. 19, dia do meu nascimento corresponde no tarot à carta do Sol, regente de Leão, o meu signo. O Sol imortal levanta-se todas as manhãs e desce todas noites ao reino dos mortos. Ele é a fonte de luz, do calor e da vida. O Sol está no centro do céu, da mesma forma que o coração está no centro do ser. O Sol mostra-nos a realidade, a verdade de nós mesmos e do mundo. Depois de ter recebido dele a iluminação, tanto material como espiritual, poderemos enfrentar o Julgamento, (vigésimo arcano maior).

8, o mês do meu nascimento é o número do equilíbrio cósmico. É o número das direções cardeais, o número da rosa-dos-ventos, da Torre dos ventos ateniense. É o número dos raios da roda, das pétalas do lótus e dos caminhos da Vida. Quanto ao Oitavo Dia, que se segue aos seis dias da criação e ao sabaat, ele é o símbolo da ressurreição, da transfiguração, anuncia a futura Era eterna. Deitado é o sinal matemático do infinito. No tarot representa a Justiça.

texto de Emília Maros e Silva  e  fonte: Dicionário dos Símbolos, Jean Chevalier e Alain

Gheerbrant


sexta-feira, 28 de maio de 2021



 

O que é que eu queria reencontrar?

Talvez a minha capacidade de sonho…


texto EMS

Mãos

 






Aquilo que mais aprecio nas pessoas, e que desde o primeiro momento me chama a atenção e posteriormente recordo, são as mãos e os olhos. As mãos dizem imenso sobre a pessoa, mesmo que não saibamos sequer o que é quirologia. Num aperto de mão ficamos a saber quem é o outro e se ele é de confiança ou não. 


Atelier 17   O Atelier 17  foi uma escola e atelier de arte que influenciou o ensino e a promoção da  gravura  no século XX. Originalmen...