A minha Lista de blogues

O tempo decorre como uma espiral.

Espirais. Círculos e ciclos. O tempo decorre como uma espiral. Roda, anda, segue e avança. Os minutos, as horas e os ritmos da vida parecem repetir-se. Nunca nada é igual. Há um início mas o fim ainda não está visível.

quinta-feira, 21 de outubro de 2021

 

                           

           Como podemos nós medir o tempo ? Será que é possível?   






Os humanos pensaram ter conseguido domesticar o tempo dividindo-o em segundos, minutos, horas, dias, meses, anos. Acreditaram serem capazes de o medir com relógios da mais sofisticada precisão. Ingenuamente espartilharam-no em sessenta segundos que correspondem a um minuto, sessenta minutos a uma hora e assim sucessivamente.
Engano, o tempo é indomável. A minha infância e juventude levaram não anos, mas séculos a passar. A partir de certa altura o tempo começou a andar a uma velocidade bastante considerável, mas possível de agarrar. Agora o tempo passa a correr e os dias em vez de terem vinte e quatro horas começaram a esgotar-se rapidamente sem que eu consiga fazer tudo o que tinha planeado.
Todos sabem por experiência própria, que há alturas em que um minuto anda à velocidade de caracol, desesperando quem deseja que ele termine. Há horas, dias, semanas, meses que andam tão depressa que passam por nós como a areia da praia que tentamos agarrar numa mão em concha.
Os astronautas sabem bem, que no espaço o tempo não pode ser medido da mesma maneira,  como a que é feita aqui na terra. Há um relógio atómico que funciona baseado em uma propriedade do átomo, sendo o padrão a frequência de oscilação da sua energia. O Tempo Universal Coordenado (TUC) é determinado com base nas medições da rotação da terra. Nós e todos os outros seres vivos temos dentro um relógio biológico. Há um comportamento cíclico de processos biológicos. O ciclo metabólico diário envolve o ciclo de sono e vigília assim como outras funções que se repetem diariamente mais ou menos no mesmo horário. Pensou-se que esse horário era determinado pela luz que os nossos olhos e células captam, mas chegou-se à conclusão de que os cegos também sentem o mesmo que as pessoas que veem quando por exemplo fazem uma longa viagem de avião.




terça-feira, 12 de outubro de 2021

 


gravura a água forte 1974


No dia 25 de Abril de 1974 estava em Paris. Naquela manhã como era costume apanhei o comboio e fui até à estação de St. Lazare onde apanhei o metro para o Atelier 17. Assim que lá cheguei uns colegas disseram-me que tinha havido uma revolução em Portugal. Fiquei logo aflita pois os meus dois filhos e a minha mãe que tinham estado em França connosco, tinham ido para Lisboa uns dias antes. Fui a correr telefonar para o meu marido que estava a trabalhar numa empresa de engenharia em La Defense. Ele também tinha acabado de saber. Ficamos preocupados até conseguir falar para Lisboa pois temíamos que houvesse violência e que eles corressem perigo.

Nos dias que se seguiram andámos ansiosos por notícias. Vivíamos na outra margem do rio Sena em frente do bosque de Bolonha. Tínhamos na altura um Volkswagen carocha e era no rádio do carro que conseguíamos sintonizar a rádio portuguesa especialmente de noite e a meio da ponte sobre o rio.

Recentemente numa noite do dia 25 de Abril ouvi com prazer e muita saudade as músicas apresentadas no programa da RTP 1. Todas as músicas e poemas apresentados no programa mexeram comigo. Parecia que estava a reencontrar velhos amigos com quem não estava há muito tempo.

Fiquei com saudades do espírito que nos guiava nos anos que se seguiram à revolução dos cravos. Mais do que saudades daquele tempo tive saudades de mim. Eu e grande parte dos jovens da minha geração tínhamos grandes ideais, o sonho de ajudar a construir um mundo melhor e mais justo.

texto EMS

 

- 19 -
-  8 - 
- 3 -



Nasci no dia 19 de Agosto. 19, dia do meu nascimento corresponde no tarot à carta do Sol, regente de Leão, o meu signo. O Sol imortal levanta-se todas as manhãs e desce todas noites ao reino dos mortos. Ele é a fonte de luz, do calor e da vida. O Sol está no centro do céu, da mesma forma que o coração está no centro do ser. O Sol mostra-nos a realidade, a verdade de nós mesmos e do mundo. Depois de ter recebido dele a iluminação, tanto material como espiritual, poderemos enfrentar o Julgamento, (vigésimo arcano maior).

8, o mês do meu nascimento é o número do equilíbrio cósmico. É o número das direções cardeais, o número da rosa-dos-ventos, da Torre dos ventos ateniense. É o número dos raios da roda, das pétalas do lótus e dos caminhos da Vida. Quanto ao Oitavo Dia, que se segue aos seis dias da criação e ao sabaat, ele é o símbolo da ressurreição, da transfiguração, anuncia a futura Era eterna. Deitado é o sinal matemático do infinito. No tarot representa a Justiça.

texto de Emília Maros e Silva  e  fonte: Dicionário dos Símbolos, Jean Chevalier e Alain

Gheerbrant


sexta-feira, 28 de maio de 2021



 

O que é que eu queria reencontrar?

Talvez a minha capacidade de sonho…


texto EMS

Mãos

 






Aquilo que mais aprecio nas pessoas, e que desde o primeiro momento me chama a atenção e posteriormente recordo, são as mãos e os olhos. As mãos dizem imenso sobre a pessoa, mesmo que não saibamos sequer o que é quirologia. Num aperto de mão ficamos a saber quem é o outro e se ele é de confiança ou não. 


quinta-feira, 27 de maio de 2021

O tempo


 

O tempo, tal como o Titã grego com o qual é identificado, devora tudo aquilo que cria.
O princípio e o fim. 
Um novo ciclo sucede a um outro ciclo que terminou, e assim vai acontecendo  sucessivamente desde o início dos tempos até ao seu fim.

Sempre tive dificuldade de gerir o tempo. A impaciência, a dificuldade de esperar têm dado origem a grandes batalhas que travo comigo mesma. A necessidade de controlar o incontrolável passar do tempo. O medo dum futuro completamente desconhecido. O fantasma do fracasso. O passado que nos persegue e nos agarra com laços e nós.

texto de EMS

A escuridão é a ausência de luz?


 

 Será que podemos dizer que o oposto da verdade é a mentira? 

 Que o bem se opõe ao mal? 

 O belo se opõe ao feio? 

 A felicidade é o oposto da infelicidade? 

 O prazer está em oposição à dor ou ao desprazer?

 Que as tristezas se opõem á alegria? Que o frio é a ausência

 de  calor?

 A escuridão é a ausência de luz? 

 Entre cada verdade e o seu oposto há uma enorme quantidade de

 possibilidades que não são mentiras.

 Esse ponto intermédio entre uma verdade e a outra é como o fiel de

 uma balança. Uma terra de ninguém. Uma espécie de vazio entre o

 sim e o não.


texto de EMS









 

quarta-feira, 26 de maio de 2021

O tempo decorre como uma espiral

 



Espirais. Círculos e ciclos.

O tempo decorre como uma espiral.
Roda, anda, segue e avança.
Os minutos, as horas e os ritmos da vida parecem repetir-se.
Nunca nada é igual.
Há um início mas o fim ainda não está visível.


texto EMS

Recebe a mensagem no silêncio






Recebe a mensagem no silêncio.

Procura na pedra.

Procura na árvore.

Árvore da vida.

Procura o amor.

O amor desta semente

Vem, fica agora.

A vida e a morte

Quero a vida já!

Quero a verdade.


Dai-me o amor,

O belo,

A pureza.

Quero a verdade do sentir.

Dai-me a pureza do amor.

O amor da dádiva total.


texto EMS


Mesmo as recordações mais alegres são tristes.

 





Quando tento olhar para o meu passado, com os olhos da alma e da memória, não vejo um filme mas sim imagens paradas que se sucedem como diapositivos. Momentos parados no tempo. Fotos congeladas em instantes precisos.

Mas não, não quero rever essas imagens que oprimem o meu coração. Mesmo as mais belas e felizes fazem-me lembrar que já não as poderei voltar a viver. Fogem, quando estendo as mãos para as agarrar e só encontro o vazio, como um mundo povoado de fantasmas.

Não, não quero recordar. Mesmo as recordações mais alegres são tristes.

Não posso olhar para trás. O caminho da vida, à medida que caminhamos, torna-se cada vez mais estreito, afunila como a imagem (aparente) de duas retas paralelas encontrando-se num ponto de fuga da linha do horizonte.

Tenho que por um pé frente ao outro, com cuidado. Não, não posso olhar para trás.

texto EMS

Lisboa e Tejo e tudo

                                                                                     


terça-feira, 27 de abril de 2021

 

           A procura do infinito


 

Desenvolvimento aparentemente cíclico, mas que evolui.

Ritmos repetidos da vida em movimento.

Isis=Lua.

Fertilidade.

Água.

O tempo.

A permanência e a mudança.

A evolução.

A viagem para a luz.

Procura do eterno.

                                                                              

                    Emília Matos e Silva 


Eis-me

                 

                               gravura  - água forte 1975

           Eis-me

Tendo-me despido de todos os meus mantos
Tendo-me separado de adivinhos mágicos e deuses
Para ficar sozinha ante o silêncio
Ante o silêncio e o esplendor da tua face

Mas tu és de todos os ausentes o ausente
Nem o teu ombro me apoia nem a tua mão me toca
O meu coração desce as escadas do tempo
                        (em que não moras)
E o teu encontro
São planícies e planícies de silêncio

Escura é a noite
Escura e transparente
Mas o teu rosto está para além do tempo opaco
E eu não habito os jardins do teu silêncio
Porque tu és de todos os ausentes o ausente

Sophia de Mello Breyner Andresen, in 'Livro Sexto'

                   
gravura - água tinta  1975




           O meu exame de licenciatura da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa 1973


          25 de Abril

         Esta é a madrugada que eu esperava
         O dia inicial inteiro e limpo
         Onde emergimos da noite e do silêncio
         E livres habitamos a substância do tempo

          Sophia de Mello Breyner Andresen, in 'O Nome das Coisas'
                                                                                                              in Citador


 

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021




 E deixai que o hoje abrace o passado com lembrança e o futuro com esperança.


                                                                                                          Khalil Gibran, in 'O Profeta  

                                                                                             (tradução de José Luís Nunes Martins)






Atelier 17   O Atelier 17  foi uma escola e atelier de arte que influenciou o ensino e a promoção da  gravura  no século XX. Originalmen...