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O tempo decorre como uma espiral.

Espirais. Círculos e ciclos. O tempo decorre como uma espiral. Roda, anda, segue e avança. Os minutos, as horas e os ritmos da vida parecem repetir-se. Nunca nada é igual. Há um início mas o fim ainda não está visível.

quarta-feira, 26 de maio de 2021

Recebe a mensagem no silêncio






Recebe a mensagem no silêncio.

Procura na pedra.

Procura na árvore.

Árvore da vida.

Procura o amor.

O amor desta semente

Vem, fica agora.

A vida e a morte

Quero a vida já!

Quero a verdade.


Dai-me o amor,

O belo,

A pureza.

Quero a verdade do sentir.

Dai-me a pureza do amor.

O amor da dádiva total.


texto EMS


Mesmo as recordações mais alegres são tristes.

 





Quando tento olhar para o meu passado, com os olhos da alma e da memória, não vejo um filme mas sim imagens paradas que se sucedem como diapositivos. Momentos parados no tempo. Fotos congeladas em instantes precisos.

Mas não, não quero rever essas imagens que oprimem o meu coração. Mesmo as mais belas e felizes fazem-me lembrar que já não as poderei voltar a viver. Fogem, quando estendo as mãos para as agarrar e só encontro o vazio, como um mundo povoado de fantasmas.

Não, não quero recordar. Mesmo as recordações mais alegres são tristes.

Não posso olhar para trás. O caminho da vida, à medida que caminhamos, torna-se cada vez mais estreito, afunila como a imagem (aparente) de duas retas paralelas encontrando-se num ponto de fuga da linha do horizonte.

Tenho que por um pé frente ao outro, com cuidado. Não, não posso olhar para trás.

texto EMS

Lisboa e Tejo e tudo

                                                                                     


terça-feira, 27 de abril de 2021

 

           A procura do infinito


 

Desenvolvimento aparentemente cíclico, mas que evolui.

Ritmos repetidos da vida em movimento.

Isis=Lua.

Fertilidade.

Água.

O tempo.

A permanência e a mudança.

A evolução.

A viagem para a luz.

Procura do eterno.

                                                                              

                    Emília Matos e Silva 


Eis-me

                 

                               gravura  - água forte 1975

           Eis-me

Tendo-me despido de todos os meus mantos
Tendo-me separado de adivinhos mágicos e deuses
Para ficar sozinha ante o silêncio
Ante o silêncio e o esplendor da tua face

Mas tu és de todos os ausentes o ausente
Nem o teu ombro me apoia nem a tua mão me toca
O meu coração desce as escadas do tempo
                        (em que não moras)
E o teu encontro
São planícies e planícies de silêncio

Escura é a noite
Escura e transparente
Mas o teu rosto está para além do tempo opaco
E eu não habito os jardins do teu silêncio
Porque tu és de todos os ausentes o ausente

Sophia de Mello Breyner Andresen, in 'Livro Sexto'

                   
gravura - água tinta  1975




           O meu exame de licenciatura da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa 1973


          25 de Abril

         Esta é a madrugada que eu esperava
         O dia inicial inteiro e limpo
         Onde emergimos da noite e do silêncio
         E livres habitamos a substância do tempo

          Sophia de Mello Breyner Andresen, in 'O Nome das Coisas'
                                                                                                              in Citador


 

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021




 E deixai que o hoje abrace o passado com lembrança e o futuro com esperança.


                                                                                                          Khalil Gibran, in 'O Profeta  

                                                                                             (tradução de José Luís Nunes Martins)






Atelier 17   O Atelier 17  foi uma escola e atelier de arte que influenciou o ensino e a promoção da  gravura  no século XX. Originalmen...